A psoríase em placas é a forma mais comum da doença,
presente em cerca de 80% dos casos. Trata-se de uma
condição crônica e não contagiosa, que pode surgir
em qualquer idade, embora seja mais frequente entre
15 e 35 anos. Mesmo sem cura, o tratamento adequado
permite controlar os sintomas e ter uma rotina mais
confortável, ajudando o paciente a manter a qualidade
de vida e a se sentir melhor consigo mesmo.1-3
As lesões costumam aparecer como placas
avermelhadas e bem delimitadas, com
escamas secas esbranquiçadas ou prateadas,
principalmente no couro cabeludo, nos joelhos
e nos cotovelos.
Além disso, a coceira atinge a maioria dos pacientes,
com cerca de 87% de ocorrência, e algumas pessoas
também relatam dor, ardência ou queimação.4
Apesar dos desafios, é totalmente possível viver bem
com a psoríase.
Além do tratamento médico, hábitos como manter uma
alimentação equilibrada, controlar o peso e evitar o
sedentarismo contribuem para o controle dos sintomas.
Também é comum que a doença afete a autoestima,
e buscar apoio psicológico pode ajudar a lidar melhor com esses
impactos emocionais.1,3
Por isso, fique atento aos sintomas e mantenha o
acompanhamento regular com o dermatologista.
Quanto antes iniciar o tratamento, menores são os
impactos da doença no dia a dia e maiores as chances
de você conquistar mais qualidade de vida.1
Sintomas3
Os sintomas mais comuns da psoríase em placas são:
• Placas elevadas e descoloradas (vermelhas,
castanhas, cinzentas ou roxas) com superfície branca
ou prateada.
• Rachaduras (fissuras na pele).
• Sangramento.
• Coceira.
• Irritação ou dor.
O que pode causar uma crise de
psoríase em placas?
3
As crises de psoríase em placas podem variar de
pessoa para pessoa. Os fatores que podem causar
uma crise são:
• Determinados alimentos ou bebidas.
• Certas medicações, como lítio e betabloqueadores.
• Pele seca.
• Estresse emocional.
• Lesões na pele, como cortes, arranhões ou cirurgias.
• Danos na pele causados pelo sol.
Diagnóstico3
O diagnóstico da psoríase em placas é feito por
dermatologista, com base na avaliação clínica.
Em alguns casos, pode ser necessário exames para
descartar dermatite, eczema ou outras condições,
como:
• Teste de alergia.
• Biópsia.
• Exame de sangue para verificar a causa de erupções
não relacionadas com a psoríase em placas.
Tratamento 1
O tratamento da psoríase em placas busca controlar
os sintomas e melhorar a qualidade de vida, variando
conforme a resposta de cada paciente. Hoje, os avanços
médicos oferecem várias opções eficazes que permitem
longos períodos com pouca ou nenhuma lesão, mesmo
em casos mais graves.
Tratamentos mais comuns da psoríase em placas.1
• Tópico: cremes e pomadas aplicados na pele, indicados
para casos leves, isoladamente ou com outras terapias.
• Sistêmicos: comprimidos ou injeções para psoríase
grave, artrite psoriásica ou casos leves resistentes.
• Biológicos: injetáveis para psoríase moderada a grave;
diversas classes já aprovadas no Brasil.
• Fototerapia: exposição controlada com luz
ultravioleta realizada por médicos especializados
Estilo de vida e
prevenção de crises
Conviver com a psoríase faz parte da
sua jornada de cuidado. Alguns hábitos
diários com a pele e o estilo de vida podem
fazer a diferença. Por isso, veja ao lado
algumas orientações importantes para
apoiar você nesse processo .
· Controle do estresse: técnicas de relaxamento,
terapia e atividades prazerosas ajudam a manter
o equilíbrio emocional.5
· Alimentação saudável: priorize frutas, legumes,
grãos integrais e proteínas magras.5
· Evite: álcool, frituras e alimentos
ultraprocessados.5
· Hidratação constante: beber água e usar
hidratantes adequados mantêm a pele protegida.5
· Sol com moderação: a exposição solar pode
melhorar as lesões, mas deve ser feita com
orientação médica.5
· Pratique atividade física: contribui para o bem
estar e reduz gatilhos inflamatórios.
Apoio emocional
e acompanhamento
contínuo
A psoríase pode afetar a autoestima e as
relações sociais, mas é importante lembrar
que há apoio disponível. Buscar suporte
psicológico, trocar experiências com outros
pacientes e contar com acompanhamento
multidisciplinar ajudam no bem-estar e no
controle da doença.
· Evite coçar as lesões, isso
pode piorar a inflamação.
· Mantenha consultas
regulares, mesmo nos
períodos sem sintomas.
· Use roupas leves e
confortáveis.
· Informe ao seu médico sobre
qualquer novo medicamento
ou mudança na rotina.
Com conhecimento, autocuidado e suporte
médico, é possível viver bem com psoríase,
com mais conforto, segurança e confiança
para aproveitar cada fase da vida.
O tipo mais comum da psoríase
é a psoríase em placas, porém,
a doença pode se manifestar de
outras formas:
Psoríase ungueal: afeta unhas das mãos e dos
pés, causando espessamento, descamação,
alteração da cor, deformações e, em casos
graves, descolamento da unha.
Psoríase do couro cabeludo: lesões
avermelhadas com escamas branco-prateadas.
Ao coçar, surgem flocos que lembram caspa,
visíveis nos cabelos ou nos ombros.
Psoríase gutata: geralmente desencadeada
por infecções (como dor de garganta), aparece
como pequenas lesões em forma de gota, com
escamas finas. Mais comum em crianças e
jovens, pode regredir espontaneamente.
Psoríase invertida: afeta áreas de dobras
(axilas, virilhas, abaixo dos seios), com manchas
vermelhas e inflamadas, sem descamação
espessa. Agrava-se com obesidade, suor
excessivo ou atrito.
Psoríase pustulosa: pústulas (bolhas com pus)
sobre pele muito vermelha. Pode ser localizada
(mãos, pés, dedos) ou generalizada, esta última
é grave, com risco sistêmico (febre, calafrios,
fadiga) e exige atenção médica urgente.
Psoríase eritrodérmica: forma rara e grave,
afeta quase toda a pele com vermelhidão,
coceira intensa e sintomas, como febre. Pode
ser desencadeada por queimaduras, infecções
ou suspensão abrupta de tratamentos.
Frequentemente requer internação.
Psoríase artropática: compromete as
articulações, causando dor, rigidez e, em casos
avançados, deformidades permanentes. Pode
atingir qualquer articulação, inclusive a coluna.
Referências bibliográficas: 1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Psoríase. Disponível em: https://
www.sbd.org.br/doencas/psoriase/. Acessado em 30 de janeiro de 2026. 2. Psoríase Brasil. Tipos de
Psoríase. Disponível em: https://psoriasebrasil.org.br/tipos-de-psoriase/. Acessado em 30 de janeiro de
2026. 3. Cleveland Clinic. Plaque Psoriasis. 2022. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/
diseases/22842-plaque-psoriasis. Acessado em 30 de janeiro de 2026. 4. World Health Organization
(WHO). Global report on psoriasis. 2016. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/
global-report-on-psoriasis. Acessado em 30 de janeiro de 2026. 5. National Institute of Arthritis and
Musculoskeletal and Skin Diseases (NIAMS). Psoriasis: Diagnosis, Treatment, and Steps to Take. 2023.
Disponível em: https://www.niams.nih.gov/health-topics/psoriasis/diagnosis-treatment-and-steps-to
take. Acessado em 30 de janeiro de 2026.